A Grande Piso Revestimento Ltda, que ganhou a licitação para a construção das casas de fibrocimento em Foz do Iguaçu, não poderia ser habilitada para a obra. Isto porque o ramo de atividade da empresa, segundo a Junta Comercial de Foz do Iguaçu, é para decoração de ambientes.
A Companhia de Habitação de Foz do Iguaçu (Cohafoz) está questionando a licitação feita pelo ex-prefeito Dobrandino da Silva (PMDB).
As 77 casas, com 40 metros quadrados cada, custaram R$ 292,6 mil aos cofres da prefeitura.
As casas foram entregues em agosto do ano passado pelo ex-prefeito, quando tentava eleger o seu secretário de Obras, o engenheiro Carlos Budel, como sucessor.
‘‘A primeira vista, não há nenhuma irregularidade no contrato com a empresa. Porém, sabemos da ligação do ex-prefeito com a empreiteira e, agora, surge a informação de que a empresa é do ramo de decoração e não de construção’’, diz o presidente da Cohafoz, Edson Stumpf.
O dono da Grande Piso, Roberto Sass, desapareceu da cidade desde a última eleição, quando concorreu a uma vaga para a Câmara Municipal. Ex-vereador de Irati, no Sul do Paraná, o empresário consegiu a vaga para disputar o cargo através do PFL, ligado ao ex-prefeito Dobrandino da Silva.

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