O diretor da empresa PBV Representações Eventos e Participações Ltda., Luiz Veiga, que implantou o Centro de Exposições e Eventos de Londrina, defendeu ontem os investimentos feitos pela empresa no município e reclamou que a imprensa estaria veiculando ‘‘notícias intempestivas e descabidas’’, envolvendo e prejudicando o nome da PBV.
Convidado pelo presidente do Legislativo, Tercílio Turini (PSDB), Veiga esteve na sessão da Câmara de ontem para explicar como foi o processo de doação de uma área de 12 alqueires, localizado na zona sul do município, para a instalação do centro de eventos. Na semana passada, a auditoria interna do município revelou que na mesma área estava sendo contruída uma escola rural com recursos do governo federal.
Luiz Veiga reafirmou que a empresa não sabia do projeto de escola rural. ‘‘A PBV foi pega de surpresa’’, garantiu – lembrando que a única coisa que existia no terreno, quando a empresa assumiu a área, eram ‘‘construções degradadas’’ usadas para abrigar implementos agrícolas. Ele também rebateu a informação que a área vale R$ 2 milhões argumentando que um laudo do próprio município apontava o valor de R$ 673.043,58.
O empresário acrescentou que dos 12 alqueires doados pela prefeitura, dois estão ocupados com área nativa e outros cinco com o centro de eventos. O restante, informou, representa uma ‘‘área de reserva’’ para ampliações. Ele disse, por exemplo, que até o final do ano deverá ser implantado no local um centro de esportes.
O empresário argumentou ainda que a empresa foi ‘‘convidada’’ para executar o projeto do centro de eventos. Mas admitiu que, antes do convite, a PBV procurou a Codel porque estaria ‘‘determinada a investir em Londrina’’. ‘‘Aí ofertaram o centro de eventos’’, disse. Veiga também não soube precisar quando a empresa foi criada em Londrina – disse apenas que foi após 1990. ‘‘Acho que a PBV foi colocada como carrasca sem nenhum tipo de culpa. Se existem áreas irregulares, é problema da Câmara fiscalizar. Nós não temos nada a esconder.’’ (L.H.)

mockup