O presidente da CMTU, Gabriel Ribeiro de Campos, justificou que, por possuir capital misto, a empresa cujos empregados são celetistas não dá estabilidade como a condecedida ao servidor da administração direta. Campos negou retaliações na demissão, explicou que está ''sempre receptivo às reclamações'', reforçou que a demissão teve ''critérios administrativos'', mas considerou o ''ofício-desabafo'' de Silva um documento desrespeitoso. ''Acho que ele ofendeu até os colegas de trabalho'', comentou. ''Se ele estava tão descontente com as condições de trabalho aqui, que pedisse demissão'', prosseguiu o diretor de trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Junior.
Tanto Grotti como Campos admitem a multa a Verçosa. Entretanto, já ao final da coletiva na sede da Companhia, ambos apresentaram a multa que seria de Nedson assinada, na verdade, pelo assessor executivo da Prefeitura Rafael Augusto Silva. De acordo com eles, o assessor que estaria dirigindo o carro e que teria pago a multa, já que o carro, cedido pela Sercomtel ao gabinete, teria sido sido devolvido por Nedson uma semana antes da autuação.
A Folha conversou com Rafael, que afirma ter pago a multa à vista, sem recorrer. ''Paguei do meu bolso porque a infração foi minha'', alegou. Ele disse ainda ter sido advertido verbalmente pela infração. Rafael ocupa cargo comissionado 11 com salário mensal de R$ 670,21. (J.G.)

mockup