A Cooperativa Proativa, de Porto Alegre (RS), não está cumprindo integralmente o contrato com a Prefeitura de Londrina pelo qual deveria fornecer 14,6 mil plantões de seis horas nas unidades de 24 horas - Pronto Atendimenot Municipal e Pronto Atendimento Infantil - e nas de 16 horas, sendo as unidades do Jardim Leonor (Zona Oeste), União da Vitória (Sul) e Maria Cecília (Norte). Segundo o diretor executivo da Secretaria de Saúde, Márcio Nishida, apenas 50% dos plantões de pediatria estão sendo oferecidos e 70% do atendimento de clínica geral. Com isso, a população continua enfrentando problemas de falta de médicos e longa espera nestas unidades.
Nishida informou que desde o início do contrato, cujo valor é de R$ 6,9 milhões, em maio, a empresa não conseguiu fornecer todas as horas solicitadas pela secretaria. Cada plantão custa R$ 477,79. Antes da Proativa, a Classmed executava um contrato emergencial para o fornecimento de plantões médicos, mas acabou rescindido porque aquela empresa também não cumpriu as cláusulas contratuais. ''A empresa pode sofrer multa.''
Sobre a Proativa, no entanto, o diretor ainda não solicitou providências à Gestão, que é analisar o cumprimento de contratos e eventual rompimento. ''Nossos técnicos estão terminando os relatórios e, então, encaminharemos à Gestão Pública'', afirmou. ''A empresa foi notificada apenas por telefone, mas, em breve, vamos enviar um comunicado oficial sobre o problema.''
O secretário de Gestão, Luciano Cândido, disse não ter recebido ainda a notificação da Saúde. ''No começo de junho, quando vi informações na imprensa sobre o possível descumprimento parcial do contrato, encaminhei comunicado à Saúde para que confirmasse as informações e até agora não recebi nada'', relatou. ''Diante deste novo problema, vou analisar se reitero o pedido à Saúde ou se abro um procedimento de ofício.''
Segundo Cândido, a Proativa tem recebido somente pelos serviços efetivamente prestados.''Há um desconto daquilo que não foi executado.'' A reportagem manteve contato com a Proativa, em Porto Alegre, e deixou recado para o diretor Diego Marcos Gallina, mas ele não deu retorno.

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