O empresário Sérgio Barros de Carvalho, de Arapongas, esclareceu ontem que a empresa Aravel, da qual é sócio-diretor, não tem qualquer vinculação com a empresa homônima citada em notícia na edição de ontem sobre remessa de recursos para o exterior. As remessas são feitas por meio de contas da modalidade CC-5 (Carta-Circular nº 5). Carvalho lembra que a Aravel é empresa tradicional no Paraná, e atua há 32 aos no mercado de veículos.
‘‘Tenho certeza que houve algum engano, porque nunca tivemos conta no exterior’’, afirmou o empresário, concessionário da marca Ford. ‘‘Muito pelo contrário. Nós temos um forte conceito na região, já ganhamos diversos prêmios, inclusive da própria Ford, e deve ter havido algum emgano.’’
O nome da empresa foi citado por Élcia Militão Parisoto, de Londrina, em notícia sobre a utilização de contas CC-5. A Polícia Federal abriu 22 inquéritos para investigar casos de supostas remessas ilegais para o exterior, inclusive utilizando ‘‘laranjas’’ para abertura de firmas fantasmas – o que não é o caso da Aravel.
Segundo registros do Banco Central (BC), no endereço onde ela Élcia mora – Jardim Paraíso (zona norte) – funcionaria uma empresa chamada ‘‘Militão & Parisoto’’, que remeteu para fora R$ 2,2 milhões no período de 1992 a 1998. O responsável pelas remessas seria Romeu Parisoto, marido de Élcia, mas o casal nega que algum dia tenham aberto alguma empresa.
Segundo Élcia, até o ano passado ela recebia correspondências em casa em nome de empresas, entre elas a ‘‘Militão & Parisoto’’ e uma tal ‘‘Aravel’’ – que não tem qualquer relação com a tradicional empresa de Arapongas.

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