Empresa é multada em R$ 215 milhões por sonegação
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Loriane Comeli<br> Reportagem Local 
Envolvida nas investigações sobre o esquema de cobrança de propina e sonegação fiscal gerido por auditores da Receita Estadual, uma distribuidora de combustíveis com sedes em Londrina e em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba) foi autuada pela Receita Estadual em R$ 215 milhões. A informação foi confirmada ontem pelo promotor de Defesa dos Direitos do Consumidor Miguel Jorge Sogaiar em entrevista à Rádio Paiquerê AM.
Sogaiar, que começou a apuração em razão de pedido do Gaeco, que investigava o proprietário da empresa tanto na Operação Publicano (primeira fase) quanto na Voldemort, não revelou o nome da distribuidora com o argumento de que tal informação está acobertada pelo sigilo fiscal. Ele afirmou ter solicitado em março "uma fiscalização completa à Receita Estadual".
Segundo o promotor, dois auditores de "extrema confiança" analisaram todo o período em que a empresa se estabeleceu em Londrina há três anos e a vultosa multa se refere a impostos sonegados, multas e juros. "Constatou-se que a situação de ilicitude era ligada à falta de origem dos produtos e falta de lançamento desses produtos, com isso evitando a possibilidade de fiscalização, além da sonegação de dados sobre o volume de combustível que era comercializado", disse o promotor, acrescentando que a distribuidora ainda pode apresentar recurso administrativo contra a multa.
Sogaiar afirmou ainda que avalia medidas criminais quanto ao dono da empresa por ilícitos contra o consumo. Ele não adiantou quais seriam os possíveis delitos.
Ao revisar todas as empresas envolvidas na primeira fase da Operação Publicano 25 estabelecimentos uma força-tarefa criada pela Corregedoria-Geral da Receita Estadual aplicou multas que somam aproximadamente R$ 180 milhões; relativamente à segunda fase, as multas foram de R$ 8 milhões, segundo o último balanço divulgado pela Corregedoria, em 25 de setembro.
Procurada esta semana, a assessoria de imprensa da Receita disse que o corregedor, Roberto Tizon, não confirmava a multa de R$ 215 milhões e tampouco falaria sobre o caso.


