Empresa e CMTU sustentam que valor está correto
Em abril, atual diretoria da CMTU apresentou resposta ao relatório da CGM, justificando a diferença de preço com o argumento de que o pregão realizado pela companhia tem "características diversas da licitação realizada pela prefeitura", cujo preço foi de R$ 129 por unidade.
Entre elas, o documento assinado pelo presidente Moacir Sgarioni e pelo diretor administrativo-financeiro Marcio Tokoshima cita que cada banheiro químico locado pela companhia deve ser entregue em um local diferente, "aumentando o custo de combustível, transporte e mão de obra; que têm horários de entrega e retirada diferentes daqueles dos contratos citados; que empresas de outros Estados ou cidades não se dispuseram a operar em Londrina; que a licitação da CMTU é de um volume menor.
Sobre a data do orçamento com o valor de R$ 570, a companhia diz que o documento original tinha data de 30/09/2015 e que o novo orçamento (com os mesmos valores) serviu somente para atualizar a validade do orçamento. Acrescentou que houve dificuldade para obter os orçamentos porque em Londrina existem apenas duas empresas formalizadas que alugam banheiros químicos.
Afirmam, ainda, os atuais diretores que a companhia tentou aderir à ata de registro de preço da licitação de banheiros químicos feita pelo município em 2016, mas não obteve parecer favorável da CGM e da Secretaria de Gestão Pública e acrescentam que houve tentativas de negociar a redução do valor com as empresas, mas sem sucesso.
O proprietário da empresa GRV, contratada na licitação da CMTU, Gilson Villatori, negou que o preço esteja superfaturado. Disse que a contratação feita pela prefeitura (cujo preço foi de R$ 129) é "totalmente diferente" daquela feita pela CMTU. Segundo ele, a primeira envolve a entrega esporádica de banheiros para eventos das secretarias enquanto a contratação para as feiras livres é diária e implica "custos maiores, equipe trabalhando 24 horas por dia, caminhões disponíveis". "Isso envolve uma logística muito grande. Não tem nada a ver um serviço com o outro", disse Villatori
A CGM não acatou os argumentos da CMTU, mantendo o entendimento de que houve sobrepreço e de que as providências solicitadas (como apuração das responsabilidades) não foram adotadas pela autarquia. Uma dos argumentos dos controladores é de que o objeto da licitação da CMTU e da prefeitura era idêntico.
O prefeito Alexandre Kireeff afirmou que a realização de auditorias em todas as contratações efetuadas foi uma iniciativa de seu governo e que ao terminar o mandato solicitou que a CGM enviasse o relatório ao MP. "A gente espera que isso seja esclarecido. E se tiver algum tipo de falha na CMTU, é necessário apurar responsabilidades. Este é procedimento." O ex-presidente da CMTU Zeca Bruno não foi localizado nessa segunda-feira (19).
Loriane Comeli - Reportagem Local /colaborou Luíz Fernando Wiltemburg - Grupo FOLHA





