Empresa denunciada na Rádio Patrulha fecha acordo de R$ 33 milhões
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terça-feira, 02 de abril de 2019
Vitor Struck - Grupo Folha 
O Ministério Público do Paraná e a Controladoria-Geral do Estado firmaram um acordo de leniência com a empresa Ouro Verde Locação e Serviço S/A, cujos proprietários foram denunciados na Operação “Radio Patrulha” em outubro.
A operação investigou o pagamento de propina a agentes públicos para o favorecimento em licitação para a compra de maquinário do programa Patrulha do Campo entre 2012 e 2014 e culminou na prisão do ex-governador Beto Richa (PSDB) no dia 11 de setembro do ano passado, durante a campanha para o Senado.
O acordo, homologado nesta terça-feira (2) pelo Conselho Superior do Ministério Público, estabelece a reparação integral do dano difuso causado aos cofres públicos, além do pagamento de multa penal e a retirada de uma ação judicial contra o Estado. Ao todo a Ouro Verde deverá devolver R$ 33,1 milhões.
Segundo apurou a reportagem, a ação penal exigia o pagamento de cerca de R$ 10 milhões. De acordo com o Gerente de Finanças e Relações com Investidores da Ouro Verde, Rodrigo Pereira, a ação teve início em 2013 e o valor solicitado era referente ao restante do contrato. Segundo Pereira, a Ouro Verde recebeu pouco mais de R$ 32 milhões sendo que o contrato era de cerca de R$ 40 milhões.
No entanto, quando questionado, não informou quando será realizada a devolução destes recursos.

Em outubro do ano passado o juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, aceitou a denúncia do Ministério Público contra Beto Richa e outras 12 pessoas. Richa chegou a ficar preso por quatro dias até ser solto com um Habeas Corpus concedido pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
Ao aceitar a denúncia, o magistrado destacou uma gravação telefônica feita com a autorização da Justiça em que Richa conversa com o empresário Tony Garcia, um dos delatores da operação, sobre atrasos no pagamento da propina.


