Empresa aérea confirma viagens de Pisseti ao Paraguai
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O deputado estadual Marcelo Rangel (PPS) divulgou ontem um documento oficial da empresa aérea Gol que mostra que o secretário de Estado da Comunicação, Airton Pisseti, viajou nove vezes ao Paraguai entre setembro e janeiro. A oposição ao governador Roberto Requião acusa o secretário de ter cometido crime de responsabilidade, já que as viagens ocorreram em dias de semana. Pisseti, por sua vez, alega que os deslocamentos não prejudicaram seu trabalho na secretaria e que todas as passagens foram pagas com seu próprio cartão de crédito.
Rangel obteve as informações depois que conseguiu aprovar um requerimento no plenário da Assembléia Legislativa. Nele, o deputado pedia que as empresas Gol e TAM, que operam a linha Curitiba-Assunção, fornecessem as datas em que Pisseti viajou ao Paraguai. O secretário é colaborador da campanha à presidência daquele país do candidato Fernando Lugo.
Ontem, o pepessista recebeu a resposta da Gol. Nela, a companhia indica que o secretário esteve no Paraguai em nove ocasiões. As viagens de ida aconteciam entre quarta e quinta-feira. Para Rangel, isso configura crime de responsabilidade e improbidade administrativa. ''Ele viajava em dias de expediente e continuava recebendo seu salário de secretário de Estado'', disse.
O documento da Gol mostra ainda mais duas viagens de Pisseti ao Paraguai depois que ele entrou em férias. A última delas, realizada ontem. Revela ainda que todas as passagens foram pagas com o cartão de crédito pessoal do secretário.
Por telefone, Pisseti afirmou à FOLHA que não vê problemas no fato de ter saído do País em dias de semana. ''Vim ao Paraguai em média uma vez por mês. Saía de Curitiba em um dia e ficava pouco mais de 24 horas aqui. Quando voltava, ia direto à secretaria para cumprir expediente'', afirmou. ''Além disso, o secretário de Comunicação trabalha 14 horas por dia, incluindo sábados e domingos'', acrescentou. Pisseti ressaltou ainda que todas as suas viagens foram em caráter particular e, por isso, não havia necessidade de autorização por parte do governador.


