São Paulo - Empreiteiros presos preventivamente na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, manifestaram ontem a preferência por permanecer na carceragem da PF de Curitiba ao invés de serem transferidos ao sistema prisional estadual. O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas processos criminais da operação, havia intimado, na segunda, os advogados de defesa a comunicar a preferência de seus clientes. O questionamento foi feito depois que a "Folha de S.Paulo" publicou relatos sobre as condições dos executivos que estão sob custódia da polícia. Os advogados de Erton Medeiros Fonseca e Eduardo Hermelino Leite responderam sucintamente ao despacho. Já os defensores de Agenor Franklin Magalhães Medeiros, José Adelmário Pinheiro Filho, José Ricardo Nogueira Breghirolli e Mateus Coutinho De Sá Oliveira afirmaram não existir, no Brasil, presídio com condições dignas. Depois da ressalva, acrescentaram: "As condições oferecidas pela Polícia Federal são dignas diante do holocausto que se vivencia no sistema carcerário brasileiro".

mockup