Empreiteiro da OAS se cala sobre tríplex
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quinta-feira, 03 de março de 2016
Agência Estado 
São Paulo - O empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, ficou em silêncio ontem diante dos promotores de Justiça que investigam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o tríplex do Condomínio Solaris, no Guarujá. Pelo menos 70 perguntas foram feitas ao empresário, mas ele se calou. Os promotores investigam se o ex-presidente é o verdadeiro proprietário do imóvel no litoral. A defesa do petista nega. O inquérito mostra que a construção do Solaris, inicialmente, era de responsabilidade da Cooperativa Habitacional dos Bancários do Estado de São Paulo (Bancoop). Depois, o empreendimento foi assumido pela OAS, empreiteira alvo da Operação Lava Jato por formação de cartel na Petrobras entre 2004 e 2014. Léo Pinheiro é próximo de Lula e da família do petista.
Em Curitiba, base da Lava Jato, os procuradores e a Polícia Federal investigam se a OAS bancou reformas e melhorias no sítio Santa Bárbara, localizado no município de Atibaia (SP) e frequentado por Lula e familiares.
Em São Paulo, promotores criminais do Ministério Público do Estado investigam o tríplex do Guarujá. Eles pretendiam tomar o depoimento de Lula nesta quinta, 3, mas o ex-presidente não atendeu a intimação e mandou explicações por escrito.
Léo Pinheiro já é réu da Lava Jato. Em uma ação penal ele pegou 16 anos e quatro meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Atualmente, ele admite fazer delação premiada, ante a iminência de ir para a prisão se o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) confirmar a sentença imposta pelo juiz Sérgio Moro, da Lava Jato.
Já o arquiteto e urbanista Igenes dos Santos Irigaray Neto, que trabalhou em 2011 nas obras do sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), frequentado pelo ex-presidente Lula e sua família, revelou detalhes do local em depoimento ao Ministério Público de São Paulo. Segundo Igaray Neto, o sítio é "totalmente fechado e havia câmeras por toda a parte". O arquiteto afirmou que "a única pessoa" que autorizava a entrada na propriedade era o caseiro de apelido 'Maradona'.


