Os programas de governo estão em fase de esboço, mas a tendência é que o discurso na situação e na oposição se concentre nos mesmos temas. Os motes são quase idênticos: geração de empregos, desenvolvimento da agroindústria e segurança.
As equipes técnicas destacadas para elaborar os projetos de cada pré-candidato ainda se dedicam a ouvir a população, em todo o Estado, e aplicar pesquisas. Os grupos têm mantido reuniões periódicas com sindicatos, associações de bairro, entre outros. O objetivo é fazer um grande apanhado de idéias e abrir um leque de reivindicações da população, para em cima desses dados arrematar os planos de governo. A previsão geral é que o trabalho esteja concluído até julho.
O coordenador técnico do programa de governo de Alvaro Dias (PDT), Luiz Forte Netto, chefia uma equipe de quase 100 pessoas. Segundo ele, a prioridade apontada até agora é a criação de empregos. Aparecem com frequência pedidos de melhoria na área de segurança, apoio à agricultura e agroindústria, educação e atendimento à saúde.
A campanha de Beto Richa (PSDB) deve concentrar temas semelhantes aos levantados. Os tucanos já deram uma amostra, no programa do partido, do que vão desenvolver na proposta: agricultura, tecnologia e agroindústria.
O PMDB também pretende focar o desenvolvimento da agroindústria. A equipe do senador Roberto Requião avalia que é necessária a retomada do desenvolvimento do Estado, para gerar emprego e renda.
O advogado Jamil Nakad (PRTB) concentrará o foco na educação. Rubens Bueno (PPS) vai propor que se ‘‘arrume a casa’’. Giovani Gionédis (PSC) também tem no enxugamento da máquina administrativa o pilar central de seu programa.
Os responsáveis pela campanha do PT querem focar a moralização do Estado. ‘‘A administração tem que ser transparente’’, frisa o pré-candidato Padre Roque Zimmermann.
O pefelista Rafael Greca prefere não falar em propostas antes de correr dois terços do Estado. Lubomir Ficinski, o outro nome do PFL, também avalia que é cedo para divulgar programas.

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