Empossado, Ratinho apelida Sedu de 'casa dos prefeitos'
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sexta-feira, 08 de fevereiro de 2013
José Lazaro Jr. <br> Reportagem Local 
Curitiba - ''O Desenvolvimento Urbano é a casa dos prefeitos. Estou animado e disposto'', agradeceu o político Ratinho Júnior (PSC), nomeado ontem por Beto Richa (PSDB) para comandar esse guichê estratégico do governo do Paraná. Ele assume uma estrutura vitaminada, pois a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano (Sedu) teve seu orçamento incrementado em 56% para 2013, subindo de R$ 260 milhões em 2012 para R$ 408 milhões a serem gastos até dezembro.
Sob o comando de Ratinho ficarão quatro coordenações metropolitanas (Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel) e a Paranacidade, serviço social autônomo com escritórios em seis centros regionais. Ratinho fiscalizará obras que Beto Richa delegou aos municípios, com poder para brecar a execução das mesmas ou acelerar procedimentos emperrados. ''Vamos estender a mão para os pequenos municípios'', declarou o político, justificando o apelido que deu para a Sedu (''casa dos prefeitos''). Na primeira metade da gestão Beto, R$ 500 milhões foram distribuídos pela pasta às cidades do Estado.
Os funcionários da Sedu são ''poucos'', pois em dezembro a secretaria tinha basicamente 46 efetivos e 50 comissionados, contabilizando também as pessoas à disposição da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), até então sob os cuidados de Rui Hara (PSDB). Na Câmara Federal, Ratinho recebia salário de R$ 26,7 mil, auxílio-moradia de R$ 3 mil, R$ 60 mil de verba de gabinete e cota parlamentar de R$ 34 mil. No comando da Sedu, não irá dispor de verba para publicidade pessoal e sua remuneração ''cairá'' para R$ 18,7 mil. Mas sua equipe na capital federal permanecerá atuando, agora empregada pelo seu suplente do PSC, o Professor Sérgio.
Ratinho disse que sua nomeação não foi condicionada a apoio em 2014, quando Beto Richa tentará a reeleição no Paraná. Também negou ser candidato a vice ou senador, alegando que ''nada foi conversado sobre isso''. ''A política é feita um dia após o outro'', desconversou o novo secretário. Ratinho é tido pelo Palácio Iguaçu como um ''remédio'' para a derrota eleitoral em Curitiba, quando o candidato preferido pelos tucanos, Luciano Ducci (PSB), não chegou ao segundo turno. A capital elegeu um aliado do PT, Gustavo Fruet (PDT), cenário diverso do encontrado pelo interior, onde Beto levou vantagem (Maringá, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e Guarapuava, por exemplo).


