BRASÍLIA - Os pedidos de emissão de títulos feitos por Alagoas, Pernambuco e Santa Catarina tramitaram no Senado em regime de urgência a pedido dos líderes partidários. As documentações dos pedidos foram planejadas, preparadas e montadas pelos bancos Divisa e Vetor. Nos casos de Santa Catarina e Pernambuco, as documentações sequer passaram pela análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e os pareceres foram dados em plenário, no momento da votação.
O pedido de Alagoas passou pela CAE, mas com tramitação muito rápida. No dia 12 de dezembro, o parecer da CAE foi lido em plenário. A formalidade regimental foi atropelada por um requerimento dos líderes partidários para que o pedido. No dia 14 de dezembro, a emissão estava aprovada.
Ao todo, o pedido de Alagoas para a emissão de 301 milhões de Letras Financeiras, cujos recursos arrecadados seriam utilizados para pagar precatórios judiciais - despesas decorrentes de sentenças judiciais - demorou sete dias para ser aprovado pelos senadores.
No caso de Pernambuco, o pedido do governador Miguel Arraes (PSB) foi comunicado ao plenário no dia 23 de maio deste ano. No mesmo dia foi encaminhado à Comissão de Assuntos Econômicos. A documentação nem chegou à CAE. No dia 28 foi aprovado um requerimento de urgência dos líderes partidários para a votação do pedido pernambucano.
No dia 30 de maio, foi lido em plenário o parecer do senador Carlos Wilson (PSDB-PE) favorável à aprovação do pleito. Ao todo, o pedido de Pernambuco para a emissão de 480 milhões de Letras Financeiras - cujos recursos arrecadados seriam utilizados para pagar precatórios - demorou oito dias para ser aprovado pelos senadores.

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