Ramallah, CisjordâniaO enviado norte-americano Anthony Zinni conversou ontem durante cerca de uma hora com o presidente palestino Yasser Arafat em Ramallah, de onde o exército israelense começou a se retirar pela manhã. ‘‘Tive reuniões durante dois dias e todas elas foram muito positivas. Todos se comprometeram a encontrar uma saída para a atual situação’’, disse Zinni à imprensa.
O presidente George W. Bush ‘‘apresentou sua visão das coisas e um plano. Eu estou aqui para ajudar a colocá-lo em marcha’’, acrescentou.
Zinni, que chegou quinta-feira a Tel Aviv, se reuniu com o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, e seus ministros das relações exteriores, Shimon Peres, e da Defesa, Binyamin Ben Eliezer.
Por sua vez, o presidente palestino agradeceu a Zinni ontem por seus esforços, e reafirmou ‘‘seu compromisso com o processo de paz e com uma paz de valentes’’.
Zinni se reunirá hoje com responsáveis palestinos, entre os quais o negociador principal, Saeb Erakat, o presidente do Parlamento Ahmad Qorei e o ministro da Informação, Yasser Abed Rabbo.
AssassinatosDois palestinos, acusados de colaborar com Israel e condenados à morte, foram assassinados ontem em Nablus (Cisjordânia) por um grupo armado palestino depois de terem fugido da prisão, informaram fontes médicas.
Os corpos apresentam numerosas marcas de bala e foram encontrados por moradores de Nablus, que chamaram imediatamente a polícia.
As brigadas mártires Al-Aqsa, grupo ligado ao Fatah, movimento do presidente palestino Yasser Arafat, assumiram este crime em telefonema ao escritório local da AFP.
Seis palestinos, entre eles quatro condenados à morte por colaboração com Israel, fugiram sábado passado da prisão onde estavam, em Nablus. Nesta terça-feira em Ramallah, um destes presos fugitivos, um palestino de 19 anos, foi assassinado por outros palestinos durante uma incursão israelense na cidade.

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