Arquivo FolhaEmília: intercâmbio comercialA vice-governadora Emília Belinati (PTB) vai se licenciar do governo do Estado. Ela encaminhou na semana passada à Assembléia Legislativa pedido de afastamento no período de 26 de novembro a 19 de dezembro. Emília viajará para o Japão, Coréia do Sul, China, Indonésia e Tailândia a convite da Câmara do Comércio Brasil-Japão do Paraná.
A vice integrará uma missão econômica, diz a justificativa entregue ao presidente da Assembléia, Aníbal Khury (PFL). É a segunda vez em quase três anos que a vice viaja ao exterior representando o Paraná. A primeira foi em 95, quando Emília foi à posse do presidente da Argentina, Carlos Menen.
O gabinete da vice já tem um roteiro esboçado. A Câmara do Comércio quer aproveitar a recente vinda do imperador Akihito, do Japão, em junho desse ano, para intensificar contatos com os países asiáticos. Emília participa de cerimônias em Hyogo e Mishinomya, cidades-irmãs de Curitiba e de Londrina, respectivamente. E mantém contatos com empresários da Kawazaki, Denso e Toyota.
Na China, os 32 integrantes da comitiva visitam a Tecnocenter, uma espécie de condomínio industrial. A idéia é trazer novas experiências para o Estado. O presidente da Câmara do Comércio Brasil-Japão do Paraná, deputado federal Antonio Ueno; o secretário do Meio Ambiente, Hitoshi Nakamura; e o vice-prefeito de Londrina e presidente do Codel, Alex Canziani (PTB), farão parte da comitiva.
No período em que ficar fora do País, a briga política pela indicação ao Senado deve passar por uma trégua. A vice viaja sem ter assegurado o direito de concorrer à vaga, que também é postulada pelo chefe da Casa Civil, Rafael Greca (PFL), e pelo ministro da Previdência, Reinhold Stephanes (PFL).
A avaliação interna do grupo que dá sustentação política à vice é de que a viagem não interfere no processo de escolha, nem fortalece o chefe da Casa Civil. O entendimento é de que o governador estaria disposto a bater o martelo - acabando com a briga pelo Senado - somente no ano que vem. E que o critério que dá vantagem à Emília é o da representatividade no interior.

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