Curitiba - A vice-governadora, Emília Belinati (PFL), amenizou o tom de seu discurso. Emília havia prometido entrar ontem com uma ação na Justiça para garantir sua candidatura ao Senado na chapa de Beto Richa (PSDB). Ontem à tarde, porém, a assessoria da vice informou que ela ainda não decidiu se vai realmente brigar com o PFL nos tribunais.
A vice passou o dia ouvindo aliados e discutindo com seu advogado qual o melhor caminho a ser tomado. Em todo caso, ela está reunindo documentos para a eventualidade de contestar a decisão da executiva regional que, no sábado, escolheu, no voto, o deputado federal Luciano Pizzatto para disputar o Senado. Emília não decidiu se vale a pena brigar na esfera judicial.
O governador Jaime Lerner (PFL) tentou convencer o deputado federal Rafael Greca o pré-candidato ao governo derrotado na convenção a ficar com a vaga ao Senado, mas Greca rejeitou a oferta. Salvo mudança de última hora, concorrerá a uma cadeira na Assembléia Legislativa.
Mesmo com a ameaça da vice-governadora de brigar na Justiça para garantir sua candidatura, Pizzatto não está disposto a recuar. ''Esse assunto está encerrado. Sou candidato'', afirmou. Segundo ele, os atos da executiva ''foram perfeitamente legais''.
Lerner avaliou ontem como ''importantes'' as decisões tomadas pela executiva de seu partido em relação ao apoio ao PSDB de Beto Richa e a indicação do ex-secretário do Desenvolvimento Urbano Lubomir Ficinski para a vice. No entanto, o governador evitou falar sobre a indicação de Pizzatto para o Senado e não sinalizou solidariedade a sua vice.
Esta é a segunda vez que a mulher do ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati (sem partido) é escanteada. A primeira foi em 1998 quando, na última hora, Emília teve de abandonar seu sonho de ser senadora para permanecer como vice na chapa de Lerner.(Com Luciana Pombo)

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