A vice-governadora Emília Belinati (PTB) falou com o ex-prefeito Antonio Belinati (sem partido) por telefone anteontem de manhã, logo após o marido ser preso por investigadores da Polícia Civil de Londrina. Segundo o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Gilson Garret Algauer, a conversa ocorreu ainda no prédio da delegacia central, antes de Belinati ser transferido para o 2º Distrito Policial (DP), onde está preso. Emília telefonou diretamente para a delegacia e se inteirou da situação com o delegado-chefe. Em seguida, Garret transferiu a ligação para o ex-prefeito. ‘‘Falaram por três ou quatro minutos. Mas não sei o que conversaram’’, disse o delegado.
Ontem, a vice voltou a manter o silêncio sobre o caso. Ela chegou a Londrina na noite de sexta-feira, de carro, acompanhada pelo filho, o deputado estadual Antônio Carlos Belinati (PSL). Havia a expectativa que ela pudesse visitar o marido preso, mas até o início da tarde de ontem nem ela nem Antônio Carlos compareceram ao 2º DP.
Segundo a sua assessoria de imprensa, Emília passou a noite no apartamento do casal, no centro da cidade, e depois permaneceu com o filho na casa de um parente de Londrina – não revelado – onde está recebendo a visita de familiares e amigos próximos. A assessoria informou ainda que, até o início da tarde de ontem, não havia previsão da vice se manifestar publicamente sobre a prisão do marido.
A assessoria acrescentou que o próprio ex-prefeito Belinati pediu a Emília que não fosse visitá-lo na delegacia para evitar constrangimento. Também não há previsão sobre quanto tempo a vice irá permanecer em Londrina.
Ontem, Belinati permaneceu numa cela comum acompanhado de seu ex-secretário de Governo Wilson Mandeli. Segundo Garret, a decisão de manter o ex-prefeito separado dos demais presos da delegacia, mesmo sem ter formação superior, foi tomada após o tumulto no saguão da 10ª, no momento em que Belinati era transferido para o 2º DP. O ex-prefeito chegou a ser agredido por manifestantes.
Emília e o filho Antonio Carlos também são réus em uma ação proposta pelo Ministério Público, que investiga a corrupção na prefeitura. Eles estão com os bens indisponibilizados.

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