Emília garante pagamento sem atraso
Pedro Livoratti
De Londrina
A governadora em exercício Emília Belinati (PTB) afirmou ontem em Curitiba, minutos depois de participar da cerimônia em comemoração aos 146 anos de emancipação política do Paraná, que a equipe econômica do governo continua com os trabalhos voltados para o pagamento do 13º salário e da folha de pagamento de dezembro, o que envolve algo em torno de R$ 500 milhões. Emília afirmou que o Paraná continuará com a tradição de não atrasar os pagamentos.
O governador Jaime Lerner nunca atrasou e não vai ser agora que isso vai acontecer, declarou a governadora em exercício. A informação de Emília foi confirmada mais tarde também pelo secretário de Fazenda, Giovani Gionédis, que garantiu que o pagamento será feito sem atraso.
Na edição de ontem, a Folha informou que o governo não dispunha integralmente dos recursos para fazer frente aos R$ 500 milhões. Em busca de alternativas, a equipe econômica de Lerner viajou ao Rio de Janeiro na terça e quarta-feira, para contatos com instituições. Uma fonte ligada ao governo do Estado informou sobre negociações de um empréstimo-ponte, com o Paraná oferecendo em troca ações da Copel.
A notícia de ontem incluiu o BNDES como uma das alternativas. Mas em nota oficial enviada ontem à tarde à Folha, o secretário Gionédis contestou que tenha viajado ao Rio com o objetivo de pleitear recursos junto ao BNDES. Não existe fundamento nisso. Gionédis afirmou na nota: Estive, realmente, no Rio de Janeiro, entre terça e quarta-feira desta semana. O movivo da minha viagem, contudo, não foi o divulgado (BNDES) no texto. O secretário não esclareceu o que foi fazer no Rio.
Há cinco anos a oposição tenta nos desestabilizar. Em todo este tempo sempre pagamos o funcionalismo em dia, afirmou Gionédis a respeito dos boatos sobre dificuldades do governo pagar os funcionários no final do ano. Ele contestou também as críticas feitas pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que afirma que a origem da crise financeira do Estado se dá, entre outros fatores, pelo aumento das despesas com folha de pagamento (leia ao lado).
Fico indignado, já que são políticos que já estiveram no poder e agora vêm nos criticar, reagiu o secretário. Segundo Gionédis, a declaração do deputado de que a crise pode ter origem no crescimento da folha de pagamento é improcedente. Segundo ele, as despesas com o pagamento do funcionalismo público estadual representam atualmente 68% da receita corrente líquida.
Gionédis disse que o plano do governo é que o Paraná esteja enquadrado à Lei Camata hoje não está que fixa comprometimento máximo de 60% do total da arrecadação com folha de pagamento, no próximo ano.
Tudo isto foi mostrado na Assembléia com farta documentação. Disseram que menti, mas não me contestaram. O secretário disse também que em momento algum o governo mantém imagem de que crises não afetam as finanças estaduais. Passamos dificuldades este ano, mas encerramos 99 sem dívida com o funcionalismo. O que não se pode é alarmar a população, enfatizou. (Colaborou Leandro Donatti, De Curitiba).





