As eleições 2002 serão decisivas para a vice-governadora Emilia Belinati (PTB) e para o ex-governador Paulo Pimentel (PFL). O destino político de Emilia depende de uma série de desdobramentos. Atingida pelo escândalo envolvendo o marido, o prefeito cassado de Londrina Antonio Belinati (sem partido), a vice de Lerner tem passe-livre para entrar no novo PSDB. O projeto de concorrer ao Senado continua vivo. O mesmo desejo move Paulo Pimentel, que recebeu na semana passada convite para filiar-se ao PTB do deputado federal José Carlos Martinez.
Tanto Emilia como Pimentel foram, por horas, na eleição de 1998, candidatos ao Senado. O acordo branco, firmado entre PFL e PSDB para evitar o confronto de Alvaro Dias e de Lerner, entretanto, fez as candidaturas naufragarem. Emilia ficou como vice na chapa e Pimentel sem posição na eleição.
Quem também entra ressentido na briga pela sucessão de Lerner é o ex-secretário da Fazenda Giovani Gionédis. Dispensado por Lerner, Gionédis se transformou em adversário político do governo. O ex-secretário é crítico mordaz da privatização da Copel e se coloca como candidato ao governo. Garante que só abre mão da candidatura em favor do prefeito Cassio Taniguchi.
O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão, não quer ficar fora do jogo. Homem de bastidores, ele quer ser o nome forte do PSDB. Com o aval de Richa e de Scalco, está atrás de filiações. Sua meta é fortalecer o PSDB - que já foi de Alvaro - com pessoas de sua confiança. Mais que uma candidatura, para o deputado o interessante mesmo é a possibilidade de desincompatibilização de Lerner e de sua vice. Se isso se concretizar, Brandão vira governador interino até o final do mandato de Lerner, o que lhe daria cacife para disputas futuras. (L.D.)

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