Emília contesta a versão
de Alonso sobre depósito
O ex-diretor da Comurb, Eduardo Alonso, um dos principais envolvidos no chamado escândalo AMA-Comurb, afirmou, em depoimentos ao MP, ter depositado um cheque de R$ 11 mil na conta da vice-governadora Emília Belinati (PTB) e que o depósito, feito por ordem de Carlos Júnior (suposto tesoureiro da campanha de Antônio Carlos Belinati), era para ‘‘despesas pessoais de Emília’’. O dinheiro, segundo ele, veio de ‘‘licitações fraudulentas da Comurb’’.
O depoimento foi no dia 22 de dezembro de 99, quando Alonso entregou a suposta cópia do cheque de R$ 11 mil. No mês passado, a promotora Solange Vicentin encaminhou um ofício à vice-governadora pedindo que, no prazo de 10 dias, ela se manifestasse sobre as declarações de Alonso. No dia 3 de abril, mesma data do depoimento do marido, Antonio Belinati (PFL) ao MP, a vice enviou uma declaração por escrito à promotoria informando ‘‘conhecer pouco o cidadão (Alonso)’’.
De acordo com a declaração, encaminhada por seu advogado, Osman Arruda, a vice disse que ‘‘nunca solicitou nem autorizou esse cidadão a efetuar depósitos em sua conta bancária’’. Emília disse ainda que sua conta no Banestado é conjunta com o marido e que ‘‘o depósito mencionado foi feito pelo outro titular da conta (no caso, Belinati), que se encontrava em Londrina naquela data. (P.Z.)

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