Curitiba - A vice-governadora Emília Belinati garantiu ontem que não irá abrir mão de sua pré-candidatura ao Senado. Emília entrou com um pedido de esclarecimentos junto à executiva estadual do PFL para saber por que seu nome não foi incluído na lista de candidatos ao final da convenção estadual do partido, realizada no último sábado.
No entendimento da vice-governadora, o seu nome foi aprovado pelos convencionais por aclamação, seguindo uma proposta do deputado federal Joaquim Santos Filho. ‘‘A decisão sobre quem ocuparia a vaga para senador estava incluída na pauta da convenção estadual. Todos presenciaram a aclamação’’, afirmou Emília Belinati.
Esta não é a primeira vez que a vice do governador Jaime Lerner fica na mão. Na eleição de 1998, a mulher do então prefeito de Londrina Antonio Belinati (sem partido) chegou a se anunciar como candidata ao Senado, junto com o ex-governador Paulo Pimentel, que na época estava filiado no PFL de Jaime Lerner. Ambos, a pedido do governador, tiveram de recuar. Às vésperas de expirar o prazo para fechar as chapas, Emília voltou à posição de candidata a vice-governadora e Pimentel desistiu de concorrer.
O presidente estadual do PFL, o ex-governador João Elísio Ferraz de Campos, foi procurado pela Folha, mas não retornou as ligações. Pela manhã, no entanto, o dirigente falou para a Rádio CBN de Curitiba. Disse que o nome de Emília não foi homologado porque há outro concorrente interessado na vaga, o ex-prefeito de Apucarana Voldimir Mirão Maistrovicz.
Na verdade, o comando estadual do PFL está numa saia-justa: se confirmar a vice de Lerner como candidata ao Senado inviabiliza a aliança com o PPB, que exige candidatura única do deputado estadual Tony Garcia. PFL e PPB mantêm contato nos próximos dias para dissipar o mal-estar. Emília promete, pelo menos por enquanto, não recorrer à via judicial.

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