Pedro Livoratti
A vice-governadora Emília Belinati (PTB) disse ontem que não tem intenções de disputar a Prefeitura de Londrina nas eleições de outubro do ano que vem. A candidatura dela foi acenada pelo prefeito Antonio Belinati (sem partido), na semana passada. Anteontem, o Tribunal Superior Eleitoral e o Tribunal Regional Eleitoral confirmaram a existência de um problema legal no caso de a vice-governadora concorrer à prefeitura, tentando a sucessão de seu marido. A legislação prevê inelegibilidade para o cônjuge e parentes de prefeito, ainda que este renuncie com antecedência de seis meses do pleito.
‘‘Muito me honra esta possibilidade, mas ainda não é hora de pensarmos nisso’’, descartou Emília Belinati. Ela informou que se surpreendeu com manifestações de apoio à possibilidade de vir a candidatar-se no próximo ano. ‘‘Mas lei tem de ser cumprida’’, conformou-se.
A vice-governadora afirmou, no entanto, que encarou a possibilidade de governar a terra natal como um grande desafio. ‘‘Quem não gostaria? Sou da primeira geração de londrinenses, teria muito prazer nisso’’, confessou.
O prefeito de Londrina disse anteontem que abriria mão de tentar a reeleição se a esposa aceitasse disputar o pleito. Segundo ele, o aceno da candidatura da esposa foi feito sem consulta prévia a ela. Ontem à tarde, a vice-governadora disse que ficou sabendo que seu nome havia sido cogitado para as eleições através da imprensa. Ela não desaprovou a iniciativa do marido. ‘‘Ele tem uma intuição política que ninguém pode desprezar’’.

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