Emergência. PMDB chama
Malan e acerta situação
Arquivo FolhaGeddel: jogo de cena chegou ao limite e irritouPara inverter a tendência de deterioração do cenário político, os articuladores do governo passaram a trabalhar em ritmo de emergência, nos últimos dias. Os dirigentes nacionais do PSDB, tendo à frente o seu presidente, senador Teotônio Vilella Filho, convenceram Mendonça de Barros a suavizar o discurso, e o deputado Temer apresentou ao Planalto o gesto do PMDB que mudou radicalmente as expectativas: convidou o ministro Malan para almoçar com os principais líderes do partido, entre eles o senador Jáder Barbalho (PMDB-PA), que também se disse descontente com a política econômica.
‘‘Nas questões centrais, que é o que importa, a aliança majoritária que apóia o governo vai continuar’’, disse o líder do PSDB, Aécio Neves (MG). O líder da bancada do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), admitiu que o jogo político com predomínio de ‘‘frases de efeito’’ e ‘‘provocações de parte a parte’’ tinha chegado ao limite. O sintoma disso era, para ele, a alta nas cotações do dólar na segunda e na terça-feiras e as quedas acentuadas nos índices das bolsas de São Paulo e Rio. ‘‘Quanto menos criarmos crise do nada, mais estaremos ajudando o País’’, concordou Aécio Neves.
Mas isso não significa que a sensação de crise voltará com força outra vez. ‘‘Chegamos a um consenso favorável sobre votação e aprovação das matérias que compõem a agenda que o governo julga indispensável’’, assegurou o ministro Aloysio Nunes. Ele ressalvou, entretanto, que os partidos continuarão, cada um a seu estilo, a desenvolver discursos e programas diferentes. ‘‘Essas coisas são naturais, fazem parte do jogo político’’, observou. ‘‘O importante para o governo e para o País é que a ação dos aliados terá uma mesma direção’’. (A.E.)

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