O diretor financeiro da secretaria Municipal de Saúde, João Carlos Perez, afirmou que a prorrogação do estado de emergência, até dezembro, não deve trazer nenhum tipo de impacto aos cofres municipais. Segundo Perez, com a realização dos testes seletivos, quase 90% dos programas na área da Saúde já estão contemplados e a previsão orçamentária é a mesma, visto que os salários dos funcionários que serão convocados são semelhantes aos que estavam sendo pagos em regime de contratação direta emergencial.
O último teste seletivo realizado pelo município, no mês passado, visava a contratação de 355 funcionários que iriam trabalhar no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), na Central de Regulação Municipal, Serviço de Internação Domiciliar (SID) e Programa Saúde da Família (PSF), mas nem todas as vagas oferecidas foram preenchidas.
Atualmente 503 funcionários exercem essas funções em caráter emergencial. Os profissionais foram contratados pelo município após o término do termo de parceria com os Institutos Gálatas e Atlântico, em 8 de junho. Com o final do contrato a prefeitura decretou estado de emergência por 90 dias, pela primeira vez, para a normalização dos serviços. O prazo de vigêcnia do decreto venceria nesta semana.
Na última quinta-feira o secretário Municipal de Saúde, Márcio Nishida, anunciou a prorrogação da emergência por mais 90 dias durante as discussões na Câmara de Vereadores sobre a crise na saúde. A medida de prorrogação foi tomada para preservar, principalmente, a prestação dos serviços pelo SID. Conforme o secretário, a intenção é de que todos os serviços sejam municipalizados até o final deste ano.
De acordo com o diretor financeiro, os únicos programas que ainda estão pendentes são justamente o SID e o programa de assitência à reserva indígena. ''Para esses será feito um novo teste seletivo e a substituição dos funcionários deverá ser gradativa'', afirmou Perez. ''Toda essa preparação leva um certo tempo. Esse prazo é para termos tempo para fazer os exames admissionais'', declarou.
''Até o final do ano serão convocados 437 funcionários'', informou o secretário Municipal de Saúde. Dos que foram contratados de forma direta pelo município, apenas os que prestam serviços ao SID serão mantidos até que o município faça um teste seletivo específico para o programa.
De acordo com Nishida, muitas medidas ainda estão pendentes e dependem da aprovação do Pacotão do Funcionalismo prevista para hoje na Câmara. ''Agora não depende mais do Executivo é a Câmara que vai se posicionar'', afirma Nishida.

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