Brasília - Apesar de o governo americano acompanhar em detalhes os escândalos de corrupção que envolvem órgãos do governo, políticos aliados e o próprio PT, o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, John Danilovich, afirmou ontem que considera ''suficiente'' ter ouvido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o seu compromisso pessoal e de sua administração no combate a essas práticas.
Danilovich foi um dos mais atentos ouvintes do discurso do presidente brasileiro, na última terça-feira, durante abertura do IV Fórum Global de Combate à Corrupção, em Brasília.
''O presidente Lula enfatizou, na abertura do Fórum, um forte e robusto discurso contra a corrupção. Mais importante, ele expressou o total comprometimento de seu governo, e o seu próprio compromisso pessoal, de combater a corrupção'', afirmou Danilovich, logo depois de ter lido uma mensagem do presidente americano, George W. Bush, na cerimônia de encerramento do mesmo fórum. ''Para mim, essa declaração é suficiente'', completou.
O evento foi encerrado ontem com a divulgação de uma declaração final que exorta os governos a não acolherem pessoas e entidades corruptas e corruptoras e os ativos adquiridos ilicitamente. A mensagem de Bush seguiu a mesma linha. O presidente dos Estados Unidos enfatizou no texto que ''todo país é capaz de combater a corrupção''.
Mas lembrou que seu país ''fornece milhões de dólares anualmente'' às nações empenhadas em combater essas práticas e apóia as que ''abraçam a transparência, promovem o Estado de Direito e implementam políticas econômicas responsáveis''.
Em completa afinação com o texto da declaração do fórum, Bush afirmou ainda na mensagem que seu governo ''está empenhado em atuar com parceiros que empregam medidas internacionais contra a corrupção''. Entre elas, mencionou as decisões de negar abrigo seguro aos corruptos, os corruptores e aos patrimônios suspeitos.

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