Os deputados estaduais paranaenses que foram apontados como defensores do terrorismo querem esclarecer a informação publicada na coluna do jornalista Cláudio Humberto -que a Folha reproduz- de que seus vistos de entrada nos Estados Unidos teriam sido cancelados. O peemedebista Nereu Moura disse que vai entrar em contato com a embaixada norte-americana. ''Tenho um visto (válido por dez anos) que tirei há tempos. Nunca usei e não pretendo usá-lo'', declarou.
A assessoria da embaixada norte-americana em Brasília disse ontem que não pode informar se os vistos dos parlamentares foram cancelados, nem o motivo de um possível cancelamento.
Além de Moura, os deputados Waldyr Pugliesi (PMDB), Caíto Quintana (PMDB) e Irineu Colombo (PT) fizeram discursos na tribuna da Assembléia, repercutindo os ataques ao World Trade Center, em Nova York, e ao Pentágono, em Washington. Os quatro negam que tenham defendido o terrorismo. Dias depois do incidente, um jornal do interior noticiou que os deputados defenderam a prática do terrorismo. Caíto Quintana disse que tem um processo preparado contra o jornal, mas não sabe se vai encaminhá-lo.
Colombo tem viagem marcada para Miami no final de novembro. ''Até agora, me avisaram que está tudo certo com meu visto'', afirmou o petista. Ele disse que vai participar de um seminário sobre políticas públicas, a convite da Prefeitura de Miami. ''Eu apenas disse (no discurso) que os Estados Unidos precisam mudar sua política externa'', afirmou. Pugliesi declarou que nunca chegou a pedir visto de entrada nos Estados Unidos.
Os deputados acreditam que a informação do cancelamento dos vistos possa ter sido divulgada pelo Palácio Iguaçu. O secretário-chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, disse que não existe a menor possibilidade de a informação ter sido passada por integrantes do governo.

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