Em votação protocolar, Câmara aprova LDO de 2026 em 1° turno
Será aberto prazo para apresentação de emendas ao projeto de lei, que passará por audiência pública antes de voltar para o plenário
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de maio de 2025
Será aberto prazo para apresentação de emendas ao projeto de lei, que passará por audiência pública antes de voltar para o plenário
Douglas Kuspiosz - Reportagem Local 

Os vereadores de Londrina aprovaram nesta terça-feira (13) a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026, que é o primeiro passo para a construção do orçamento do ano que vem. O PL (Projeto de Lei) n° 70/2025, assinado pelo Executivo, passou em primeiro turno e, antes de voltar para o plenário, terá um prazo para receber emendas e passará por audiência pública na CML (Câmara Municipal de Londrina) no dia 9 de junho.
O texto estabelece uma receita de R$ 3,6 bilhões para Londrina, um crescimento da ordem de 5% em comparação com 2025, que tem uma previsão de quase R$ 3,5 bilhões. Os números evidenciam a falta de fôlego da administração municipal, que vem tentando lidar com um rombo nos cofres públicos que chega a R$ 300 milhões.
A vereadora Flávia Cabral (PP), líder do prefeito Tiago Amaral (PSD) na CML, ressaltou que, com a aprovação em primeiro turno, a discussão do texto tem, de fato, início. Ela também frisou que a Câmara precisa se debruçar sobre o projeto de lei, pois é a base “do que queremos como orçamento”.
"Esse é um momento importante para a Câmara chamar o protagonismo, chamar suas bases, ver os direcionamentos adequados e ouvir a população”, disse a parlamentar.
A líder afirmou que ainda não conversou com o Executivo sobre a apresentação de emendas, mas lembrou que essa é uma prerrogativa do Legislativo. “Mas o Executivo tem uma visão macro e ele pode pedir uma articulação para que determinada emenda seja aprovada e outra não. O debate é sempre importante.”
Questionada sobre as dificuldades financeiras apontadas pela gestão municipal, Cabral disse que não há "milagre" e que é necessário "trabalho árduo".
“Vai ser o trabalho de atrair empresas, mas isso não é feito de forma imediata. Eu acredito ser imprescindível o trabalho severo, crítico, atento, para que a gente consiga, como no orçamento familiar, fazer os nossos planejamentos na LDO e a execução na LOA”, frisou.
O projeto da LDO também apresenta uma série de metas da gestão Tiago Amaral para os próximos anos que deverão ser detalhadas no PPA (Plano Plurianual) 2026-2029. Isso inclui o desejo de elevar de 6,9 para 9,5 a nota de Londrina no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) até 2028 e zerar a fila de espera da saúde até o final do ano que vem.
PRODUTIVIDADE
Em abril, durante a audiência pública da Prefeitura que apresentou a LDO, o secretário de Planejamento e Orçamento, Marcos Rambalducci, ressaltou à FOLHA que Londrina não terá “fôlego nenhum” no próximo ano e que a economicidade e a produtividade precisarão nortear as decisões do Executivo. A administração identificou um rombo orçamentário de quase R$ 300 milhões nos cofres públicos, motivando o contingenciamento de 30% da verba de custeio.
“É preciso aumentar a produtividade de cada real que cai na Prefeitura. Se ele gera R$ 1,50, vai ter que gerar R$ 1,75 para dar conta desses custos mais elevados. Não tem jeito, porque a população de onde sai esse dinheiro é a mesma. Nós temos um processo de inflação que pode elevar o número de maneira fictícia, mas, na verdade, os recursos continuam curtos”, frisa o secretário.


