Em visita a Londrina, Ciro Gomes lamenta decisão do TSE sobre Lula
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sábado, 01 de setembro de 2018
Isabela Fleischmann <br> Reportagem Local </br> 

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) desembarcou em Londrina para cumprir agenda de campanha no fim da tarde deste sábado (1º). Ciro comentou a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de barrar a candidatura do ex-presidente Lula. "Não posso achar bom o maior líder popular do País estar preso e impedido de participar do debate".
Esperado no Aeroporto José Richa para uma coletiva de imprensa, Ciro chegou no hangar em uma empresa de táxi aéreo e seguiu direto para uma emissora de televisão. Após a entrevista, o candidato foi ao Sindel (Sindicato dos Eletricitários de Londrina e Região), onde foi recepcionado por cerca de 300 pessoas, entre elas, lideranças indígenas, estudantes, professores, militância e candidatos.
Questionado se em um cenário eleitoral sem o candidato do PT seus votos aumentariam, o presidenciável disse não ter feito o cálculo e tampouco ter interesse de fazê-lo. "Neste momento só quero confessar minha tristeza com o que aconteceu", lamentou.
Ciro esteve acompanhado do ex-deputado federal Nelton Friedrich (PDT) e do ex-governador e senador Roberto Requião (MDB) - ambos candidatos ao Senado - além do deputado federal João Arruda (MDB), candidato ao governo do Paraná, e de Barbosa Neto (PDT), ex-prefeito de Londrina e candidato à deputado federal, a quem pediu votos para a militância. "[Barbosa] Sempre foi um homem de bem, vítima das molecagens que a política faz. Vai dar a volta por cima", afirmou o presidenciável sobre o ex-prefeito cassado em 2012 pela Câmara Municipal de Londrina.
O candidato à presidência também alegou que embora tenha "falado mal do MDB", sempre citou a parte do partido do Paraná como respeitosa e enfatizou sua amizade com Requião. "O PMDB do Paraná para mim é uma clara demonstração que nem todo mundo é igual na vida".
Finalizando sua agenda na cidade, Ciro reforçou seu projeto de retirar pessoas com nome sujo do SPC e falou de segurança pública. Segundo o candidato, o País precisa de uma polícia que consiga investigar o enorme índice de homicídios. Também pediu auxílio da militância para que "façam política nesses 34 dias".


