Por volta das 11h30 de ontem, Jáder Barbalho começou a coletar assinaturas para o requerimento de criação da CPI. Barbalho praticamente interrompeu a reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que discutia um projeto de lei sobre a privatização da Companhia Vale do Rio Doce. Foi a cada um dos senadores pedir para que assinassem o documento. Somente na CAE, ele conseguiu 16 assinaturas, entre os quais do líder do PSDB, Sérgio Machado (CE), e do governo, Élcio Álvares.
Depois, o líder do PMDB foi à Comissão de Constituição e Justiça para continuar recolhendo as assinaturas. Até 12h30, já havia obtido 31 assinaturas. ‘‘Estão levantando suspeitas sobre o envolvimento do Senado em todas esses escândalos que estão aparecendo na imprensa’’, disse. ‘‘Então, o melhor a fazer é passar tudo a limpo.’’
O líder Élcio Álvares disse que ‘‘é preciso apurar tudo o que está sendo denunciado’’ pelos jornais e revistas. ‘‘Se o instrumento mais adequado para esse trabalho é uma CPI, então vamos a ela’’, afirmou. O mesmo entendimento foi manifestado pelo senador Sérgio Machado. ‘‘Essas denúncias não podem ficar sem resposta’’.

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