Em SP, nomes são conhecidos
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sábado, 30 de setembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
Tagarela, revolucionária e ciumenta. Essas são algumas das características que a candidata do PT à prefeitura da maior cidade do País, Marta Suplicy. Sexóloga e psicanalista, aos 55 anos, ela lidera a corrida pela Prefeitura. Até pouco tempo, seu marido, o senador Eduardo, era o único da família conhecido na política. Ela debutou em 1995, como deputada federal. Marta não se intimida na defesa de bandeiras polêmicas como a da união civil entre homossexuais.
Derrubar a imagem de durona e radical criada na última administração foi o principal desafio de Luiza Erundina (PSB), de 65 anos, nesta campanha. Ela foi a primeira mulher a chegar à Prefeitura, em 1988, e diz que passar pelo governo mudou sua atitude diante dos adversários e dos problemas da cidade. Paraibana de Viraúna, Erundina diz que conseguiu mudar sua vida quando percebeu que no estudo estava a chance de vencer. É mestre em Ciências Sociais.
O vice-governador Geraldo Alkmin (PSDB) assumiu o comando do Estado por quatro meses, mas começou a campanha desconhecido pelo eleitorado. Alckmin é médico anestesista, mas preferiu deixar de exercer a profissão pela política. Fundador do PSDB, propõe uma parceria com o governo estadual do também tucano Mário Covas para administrar a maior cidade do país.
Outro candidato em São Paulo é o senador Romeu tuma (PFL), que traz como principal proposta tornar a cidade mais segura. Aos 68 anos, ele atende pelo apelido de Xerife, que diz ter recebido pela capacidade de trabalhar com segurança sem fazer uso da violência. Tuma conta que é mais policial do que político. Ingressou na polícia em 1951, aos 20 anos.
Mesmo que perca a corrida por uma vaga no segundo turno, Paulo Salim Maluf (PPB) sai vitorioso da sua oitava eleição. Ele entrou na disputa como réu e sai como candidato, diz um dos coordenadores de sua campanha, referindo-se à enxurrada de denúncias que o atingiu com o escândalo da Máfia dos Fiscais e as declarações da ex-primeira-dama Nicéa Pitta. O fiasco da administração Celso Pitta (PTN), apadrinhada por ele, também é apontado como um dos fatores que prejudicaram o seu desempenho nesta campanha.


