Curitiba - O projeto de lei do deputado Padre Paulo (PT) que previa a proibição do comércio, transporte e cultivo de transgênicos foi o maior responsável pelos debates na Assembléia em setembro. A discussão sobre o polêmico projeto acabou se estendendo até este mês, com os deputados estaduais esperando uma decisão do governo federal sobre o assunto para balizar a aprovação ou não do projeto, que virou uma sugestão de bancada.
O projeto só foi aprovado na terça-feira passada, com uma emenda que permite o transporte de produtos geneticamente modificados pelo Estado, mas não sua exportação ou importação através do Porto de Paranaguá. Além da relutância da base governista em colocar o projeto em votação antes da decisão do governo federal, outros fatores acabaram atrasando a apreciação do tema, tornando as sessões, por consequência, mais amarradas.
A morte do prefeito de Maringá José Cláudio Pereira Neto acabou suspendendo uma sessão legislativa no mês passado. Já neste mês, as mortes do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes de Carvalho, e do presidente do PTB nacional, José Carlos Martinez, devem reduzir ainda mais o número de sessões realizadas no mês, que geralmente oscilam entre 12 e 15.
Em setembro, 12 sessões foram realizadas na Assembléia Legislativa. A presença média dos deputados estaduais no plenário foi de 78%, subindo para 81,6% se levadas em conta as ausências justificadas por viagens relacionadas à prática parlamentar. O índice é ligeiramente menor do que o de agosto, quando a presença dos deputados na Assembléia e as ausências justificadas somadas chegaram ao indíce de 86,8%.
O registro das presenças dos deputados é feito pelas alunas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Marcela Rocha Mendes e Mariana Azevedo, através de uma parceria entre a universidade e a Folha.

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