Em sessão tumultuada, deputados adiam votação de "Escola sem Partido"
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terça-feira, 28 de maio de 2019
Mariana Franco Ramos - Grupo Folha
Curitiba - Após mais de três horas de discussões, a AL (Assembleia Legislativa) do Paraná decidiu adiar nessa terça-feira (28), por dez sessões, a votação do programa "Escola sem Partido", que pretende restringir discussões sobre política, gênero e sexualidade nos colégios públicos estaduais. Foram 26 votos favoráveis à prorrogação, 22 contrários e uma abstenção. Estudantes que lotavam as galerias da Casa comemoraram o resultado.
O requerimento propondo o adiamento partiu do deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB). "Não vim aqui hoje falar sobre a minha fé em Deus, nem sobre o amor inabalável à minha família. Eu vim falar sobre os preceitos institucionais que devem reger a relação de ensino e a aprendizagem. A relação entre um professor e um aluno é de confiança. Não podemos viver num Estado em que não há liberdade de expressão, seja do estudante, seja do professor", defende.
Para o autor da proposta, Ricardo Arruda (PSL), que assina o PL 606/2016 com o hoje deputado federal Felipe Francischini (PSL), porém, o resultado foi decepcionante. "Mas não [considero] uma derrota, porque o projeto está ganho na Casa. É legítimo, é constitucional. Essa balela de que é inconstitucional é uma grande mentira. A doutrinação existe nas escolas. Há vasto material e queixas", opina.