A Justiça Eleitoral de Sarandi (7 quilômetros a leste de Maringá) só deve liberar na segunda-feira as 175 cestas básicas apreendidas anteontem no município. Uma denúncia feita por cinco coligações partidárias apontou o PT como suspeito de usar os alimentos para compra de votos. O caso provocou polêmica porque dois padres de Sarandi alegam que os alimentos são da Catedral de Maringá que há 15 anos distribui cestas básicas às famílias carentes.
Os padres João Caruana e Paulo Campos contestaram a decisão judicial e disseram que as famílias carentes ‘‘não podem esperar até segunda-feira’’ pela liberação. As coligações destacaram na denúncia que os dois padres ‘‘são ligados ao PT’’. ‘‘Há 15 anos a distribuição é realizada e isso não é, de forma alguma, ato politiqueiro, pois defendemos a lei contra a corrupção eleitoral’’, disse o padre Paulo Campos, da Paróquia São Paulo Apóstolo.
As cestas estavam em um caminhão da prefeitura e seriam entregues na casa de uma colaboradora da Igreja. A coordenadoria de Promoção Humana da Catedral confirmou que o trabalho de distribuição é realizado há 15 anos. Conforme a Justiça Eleitoral, diante da denúncia de ‘‘compra de votos’’ a apreensão teria sido um ato prudente até a certeza da origem das cestas. A juíza Carmen Lúcia Ramajo não aceitou a reclamação dos padres.

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