Em Rondônia, FHC poderá subir em até 4 palanques
O presidente Fernando Henrique Cardoso poderá ter que subir em até quatro palanques, em Rondônia, durante a campanha eleitoral do próximo ano. A aliança de sustentação ao presidente, formada pelo PMDB, PSDB, PFL e PPB, dificilmente poderá ser estendida para o Estado durante as eleições de 98. Acontece que todos os partidos envolvidos nessa coalisão aspiram lançar candidatos próprios ao governo do Estado, e legendas como PFL e PPB prometem oposição acirrada ao governador Valdir Raupp, que tentará se reeleger pelo PMDB.
O senador José de Abreu Bianco concorre pelo PFL, e o senador Ernandes Amorim, pelo PPB. Enquanto isso, o partido tucano tenta definir um nome para a disputa do governo do Estado. Estão sendo cotados os nomes do ex-prefeito de Porto Velho, José Guedes, e do atual prefeito de Ji-Paraná, Ildemar Kusler.
SERGIPEEm Sergipe, o PMDB não sobe no palanque do presidente Fernando Henrique Cardoso. Principal partido de oposição à administração do governador Albano Franco (PSDB), o PMDB sergipano concentra forças em Aracaju onde venceu as quatro últimas eleições e deverá apresentar o ex-prefeito da capital, Jackson Barreto, como candidato ao governo do Estado em 98. O ex-prefeito, que preside o diretório estadual do partido, vem liderando as pesquisas de intenção de votos nas eleições para o governo do Estado. Quanto aos demais partidos aliados de FHC (PSDB, PFL e PPB) não há divergências em relação à reeleição do presidente.
MARANHÃONo Maranhão, o grupo Sarney decidiu votar em Fernando Henrique Cardoso, nas eleições de 98. E, para isso, já conta com o PFL e PMDB para a formação de uma coligação partidária com possibilidade de incluir outras legendas menos expressivas nacionalmente. A adesão do PSDB à campanha pela reeleição da governadora Roseana Sarney (foto) ainda depende de alguns acertos. O candidato a governador pelo PPB, Epitácio Cafeteira, ainda não definiu o seu candidato à Presidência da República, no entanto, já declarou que não votará em Fernando Henrique Cardoso.
PARÁDuas pedras no caminho do presidente Fernando Henrique Cardoso estão obstruindo, no Pará, sua caminhada rumo à reeleição. A primeira é a resistência do ex-governador Hélio Gueiros, presidente do PFL no Estado, em subir no mesmo palanque onde estiver o governador Almir Gabriel ( PSDB ), aliado de ontem, mas adversário hoje. A outra é o comportamento dúbio do senador Jáder Barbalho, senhor absoluto dos principais cargos federais no Estado, mas que, fora de Brasília, costuma criticar FHC.





