Em requerimento, CAE pede explicações
A presidente do Conselho de Administração Pública (CAE), Andreliane Godoy, protocolou ontem, um requerimento junto à vários órgãos, como a Câmara de Vereadores, questionando a ''cotação de preços'' para o fornecimento da merenda escolar. ''Queremos respostas: saber quem solicitou essa cotação, por que foi feita agora e o motivo da licitação ter que ser feita ainda esse ano, tudo na correria'', destacou.
Para ela, um documento feito às pressas deu brecha às empresas. ''Todas apresentaram propostas para doze meses, quando deveria ser para 180 dias, já que é contrato em caráter emergencial.''
Para Andreliane, a Secretaria de Gestão Pública deveria ter previsto a atual situação. ''Há tempos a SP anunciou que pediria readequação de valores em caso de prorrogação. Além disso, tiveram um ano para fazer as mudanças no edital de licitação anterior'', destacou.
Andreliane ainda salienta que outra questão a ser discutida é o fato da licitação atender a vários programas. ''Fizemos várias solicitações durante as reuniões para que o contrato fosse designado somente as merendas escolares, já que somente elas correspondem a 90% do serviço. Nós fiscalizamos o que é da educação. E o restante, como fica? Isso dá margem para falhas'', questionou.
Sobre as mudanças no cardápio previstas para o novo edital de licitação, Andreliane afirmou que adequações por parte da Educação já estão concluídas. ''Faltaram as outras secretarias apresentarem suas avaliações. A nossa parte foi feita. Mais um motivo para a merenda não ficar no mesmo contrato.'' Agora que as empresas ofereceram valores acima do orçamento previsto, ela se diz preocupada com a situação. ''O fornecimento de merendas não pode parar.''





