Em publicação, Oliveira tentou resgatar a honra
Curitiba - O advogado Cândido Martins de Oliveira (que afirma estar impedido de advogar ''em função das denúncias infundadas'' que surgiram contra ele durante a CPI do Narcotráfico) chegou a publicar uma revista com o título ''A ressurreição moral de um homem''. Apesar dos esforços, ele disse que não conseguiu mídia para resgatar a dignidade perdida durante a passagem da CPI por Curitiba. ''Quando foi para me desmoralizar, ninguém mediu esforços. Quando foi para denigrir minha imagem e fazer sensacionalismo, todos se empenharam. Quando tentei resgatar minha honra, ninguém deu a mínima importância'', reclamou o ex-secretário.
A revista, de 24 páginas, demonstra que todas as denúncias verbais existentes contra ele foram arquivadas por inexistência de provas. Arquivamento que contou com a colaboração da própria PIC, que chegou a ser o braço-direito da CPI nas investigações que envolviam policiais civis com o narcotráfico. O editorial, assinado por Antonio Pietrobelli, diz que ''Cândido foi vítima da última inquisição do século. A maior injustiça da história paranaense pode ser classificada como uma farsa com fins políticos já que não houve inquérito ou denúncia''.
Nos escritos, consta que a primeira atitude de Oliveira quando pegou a decisão judicial foi levá-la ao túmulo do pai, no Cemitério Iguaçu, como ato de desagravo, já que o pai teria sido um dos poucos que sempre teria acreditado na inocência do filho. O despacho da Central de Inquéritos pelo arquivamento dos autos 10.965-0 de 2002, assinado no dia 17 de dezembro do mesmo ano pelo juiz Marcelo Ferreira, argumenta que ''a maior parte das denúncias envolvendo o imputado (Cândido Martins de Oliveira), foram anônimas, ou proveniente de pessoas com transparente mágoa ou ressentimento em relação ao indiciado, o que enfraquece sobremodo o valor probatório das declarações''. (L.P.)





