Em Pinhão, ordem do técnico é apertar o cinto
Arquivo FolhaOsvaldo Lupepsa: Eu sou mais técnico do que políticoEle é insubstituível, mas não há como fugir da responsabilidade e vamos fazer a nossa parte. O desabafo do atual prefeito de Pinhão, Osvaldo Lupepsa (PSDB), revela o desconforto causado pela morte de Darci Brolini (PMDB), que exercia seu terceiro mandato de prefeito. Era um homem forte, novo, com 53 anos, além de muito popular. Ele era o maior líder político do município. Não foi por acaso que ele se elegeu três vezes, relembra.
Ao contrário de Brolini, Lupepsa considera-se mais um administrador. Ele conseguia unir boa administração com liderança política, que não é o meu caso. Eu sou mais técnico que político, explica. Como administrador, Lupepsa determinou uma economia de guerra no município iniciada semana passada com o corte nas horas-extras, extinção do segundo turno dos professores, redução nas viagens, além de estudar um programa de demissões voluntárias. Mesmo com as medidas antipáticas, não há outra saída, admite.
Ele diz que a prefeitura tem uma dívida de R$ 3 milhões, excesso de funcionários e queda constante na arrecadação. Segundo ele, uma das principais causas na diminuição da receita foi o desmembramento do distrito de Reserva do Iguaçu. Perdemos 40 por cento de nossa arrecadação. Isso sem contar a queda do ICMS e Fundo de Participação dos Municípios (FPM). No caso do FPM, a crise se agrava ainda mais com a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal, reclama.
Ele diz que as prioridades de sua administração são nas áreas de saúde e educação. Até o final do ano nossa meta é colocar a casa em ordem e manter a saúde e a educação funcionando bem, além de recuperar o parque rodoviário, anuncia. Precisamos manter o passo firme para vencer a batalha, espera. (P.Z.)





