Curitiba - O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), se comprometeu ontem, ao registrar seu plano de metas para o período de 2015 a 2018, a acabar com todas as carceragens em delegacias de polícia do Estado, caso seja reeleito em outubro. Segundo ele, a promessa será cumprida mediante a construção ou ampliação de 20 unidades prisionais, além da contratação de mais dez mil policiais. O documento, de 170 páginas, sendo as 100 primeiras destinadas a exaltar feitos da atual gestão, foi entregue no 4º Ofício de Registro de Títulos e Documentos, em Curitiba, e disponibilizado no site de campanha do candidato.
"Se você olhar no meu programa passado, a proposta era tirar seis mil detentos de delegacias. Já tiramos mais de sete mil. Então, foi superada a meta estabelecida. E com a conclusão dessas obras de novas penitenciárias, nós vamos zerar o problema das delegacias do Estado. Aqui em Curitiba e região metropolitana, já tiramos praticamente todos os detentos, transferindo-os para as penitenciárias", afirmou.
Ao todo, são listadas promessas em 13 áreas de atuação. Na saúde e na educação, apontadas como "prioridades", o tucano inclui: implantar mais mil leitos em hospitais regionais, sendo 500 deles de UTI, construir e reformar 600 unidades de saúde da família, criar 11 novos centros de especialidades, reformar 400 escolas e construir 100 escolas novas. Beto também propõe criar 400 mil empregos com carteira assinada, duplicar 750 quilômetros de estradas e construir ou melhorar moradias para 14 mil famílias. Outra questão que, segundo ele, será retomada, é a do programa "Tudo Aqui", cuja ideia é descentralizar os serviços públicos, por meio de parceria com a iniciativa privada. "Os adversários criaram dificuldades na Assembleia Legislativa (AL), acredito que mais por apostar no quanto pior melhor. Todos sabemos que essa proposta é muito boa para o Estado."
Questionado sobre o fato de ter cumprido 76%, e não a integralidade, dos pontos de 2010, o governador argumentou que algumas daquelas metas estão em execução e que, desta vez, tem a expectativa de, se não chegar a 100%, pelo menos ficar muito próximo disso. "O governo ainda não acabou. Mas são metas a serem atingidas, é um objetivo. Acho que todo mundo tem que ter um objetivo na vida."

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