Em meio a provável 'mudança' na função da GM, secretário pede demissão
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
Luis Fernando Wiltemburg/Reportagem Local 
Não confirmado pelo prefeito Marcelo Belinati (PP), que não se manifestou sobre o assunto, o motivo do pedido de demissão feito pelo secretário de Defesa Social e chefe da Guarda Municipal, Evaristo Kuceki, nessa segunda-feira (25) pela manhã pode ter a ver com um decreto a ser publicado no Diário Oficial do Município determinando que a GM volte a ter como única atribuição cuidar dos prédios públicos da cidade.
O Núcleo de Comunicação da Prefeitura confirmou o pedido de exoneração de Kuceki, mas até o fechamento da edição não houve uma posição oficial nem por parte do secretário nem do prefeito. A FOLHA tentou contato com Kuceki durante todo o dia, sem sucesso.
O pedido de demissão chega num momento em que a Guarda Civil Municipal recebe críticas devido a sucessivos furtos a prédios públicos, como escolas e postos de saúde, e áreas públicas. Como foi criada para cuidar dos próprios públicos - mas, agora, auxiliando a Polícia Militar no policiamento ostensivo -, a existência da GM impede que a Prefeitura de Londrina contrate serviços de vigilância para as repartições.
A reportagem apurou que Marcelo Belinati já teria preparado o decreto determinando que a GM volte a cuidar apenas dos próprios públicos do município, posição da qual Kuceki discorda.
TURBULÊNCIAS
A gestão de Evaristo Kuceki também foi marcada por casos de morte por arma de fogo provocadas por guardas municipais. Em abril de 2017, Ricardo Leandro Felippe matou a sócia de uma ex-namorada e o filho de outra ex-companheira - o pai dela ficou ferido e morreu dias depois. Felippe foi preso, exonerado e chegou a ser condenado. Ele se suicidou na PEL II (Penitenciária Estadual de Londrina 2), em outubro de 2018.
No fim de novembro de 2017, um paciente da UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) que entrou em surto e passou a agredir funcionários e depredar o patrimônio público foi morto por um guarda municipal depois de entrarem em confronto. Após ser abordado pelo GM, José Vilmo Silvestre da Silva saiu da unidade, mas foi perseguido a pé. Eles entraram em luta corporal nas proximidades da UPA e a vítima conseguiu pegar a arma do agente, mas acabou alvejado por dois tiros de uma segunda arma levada pelo GM.
Em março de 2018, o jovem Matheus Evangelista também morreu em uma ação de GMs ao atender uma reclamação de importunação do sossego na zona norte. Michael Garcia e Fernando Neves aguardam julgamento presos e, apesar de afastados, não foram exonerados.


