Maringá - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou em Maringá às 10h30 e cumpriu toda a programação prevista pela Cocamar Cooperativa Agroindustrial, mas não falou com a imprensa. O presidente quebrou o protocolo duas vezes ao se aproximar de populares que gritavam o nome dele. Deu autógrafos e se deixou fotografar ao lado de cooperados e visitantes presentes na cerimônia de inauguração de três novas unidades da indústria da cooperativa.
Lula disse que voltou à Maringá pela terceira vez em menos de um ano porque foi respeitado pela diretoria da Cocamar quando ainda era candidato a presidente. ''Estou aqui para cumprir uma promessa e porque tenho agradecimento pela dignidade com que a Cocamar me tratou antes de ser presidente da República'', disse. Em seu discurso que durou cerca de meia hora, o presidente afirmou que não se preocupa com as críticas e disse que tem quatro anos para provar que o governo tem condições de construir um País ''mais saudável, muito mais desenvolvido e com mais qualidade de vida''. Lula também falou das críticas ao governo federal. ''Não podemos esperar que os políticos adversários torçam pelo nosso sucesso, por isso não me preocupo com eles'', acrescentou.
O presidente afirmou ainda que entre as obsessões que alimenta, uma delas é o cooperativismo e que se depender dele, o Brasil será o País mais forte do mundo em cooperativas.
Depois do discurso para cooperados, autoridades e convidados, Lula inaugurou a fábrica de sucos, de suco proteinado de soja e de catchup da Cocamar. Ele ainda participou de um ato simbólico plantando uma muda de Ipê Roxo, no parque industrial da cooperativa.
A bordadeira Luzia da Silva Teixeira, 52 anos, interrompeu a sucessão de discursos antes da inauguração das unidades da cooperativa, ao expor aos gritos um problema pessoal. Ela pediu ajuda ao presidente para conseguir uma casa própria. Ela disse que o marido vendeu a casa deles sem autorização dela e desde então a família paga aluguel. Luzia é bordadeira e ganha R$ 600,00. Ela disse que tem cinco filhos e paga R$ 150,00 de aluguel.
Enquanto Luzia gritava debaixo do palanque montado para o presidente e autoridades, o ministro do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, pediu para os seguranças da presidência encaminhar a carta da bordadeira a Lula. Imediatamente após o pronunciamento do ministro, o governador Roberto Requião anunciou que Luzia teria garantido a primeira inscrição para o programa do governo estadual que vai construir 400 casas populares em Maringá em parceria com o governo municipal.
Requião também pediu ajuda do governo federal para a Chapecó. Segundo o governador o governo do Estado e o governo federal não podem deixar que a Chapecó seja vendida para um grupo francês. ''Se a Chapecó for internacionalizada, a França vai dominar o mercado nacional em pouco tempo'', disse.

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