Em plena campanha salarial de 2006 e em estado de greve há uma semana, os servidores públicos municipais de Maringá, no Norte do Estado, ameaçam uma paralisação por tempo indeterminado se, em 14 dias, o prefeito Sílvio Barros (PP) não acenar com o atendimento aos itens da pauta de reivindicação.
No último sábado, a categoria se reuniu em uma assembléia geral no Cine-Teatro Plaza para tratar da lista de reivindicações entre elas, a data-base vencida mês passado, a equiparação da reposição no município à que será incorporada ao salário mínimo, a partir de abril, e melhores condições de trabalho, em especial aos profissionais da Saúde.
''Nossos funcionários de Odontologia, por exemplo, estão ou com equipamentos quebrados, ou com falta de materiais básicos. Já os salários foram mantidos sem reajuste mesmo com o aumento de 30 horas para 40 horas semanais, no fim do ano passado'', reclamou a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), Ana Pagamunici. De acordo com ela, desde o início de janeiro os sindicalistas estão tentando, sem sucesso, ser recebidos na administração para negociar os tópicos da pauta.
''Pelo índice da Fipe, teríamos direito a 4,98% de reposição acumulada, mas pedimos a mesma reposição do mínimo nacional, o que daria 16,67%. Além do mais, nosso Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) é deficitário, desatualizado, mas não conseguimos nos sentar para ser ouvidos'', reivindica a sindicalista, para quem a Prefeitura tem 15 dias (a contar de ontem), conforme a assembléia de sábado, para sinalizar com alguma proposta.
O secretário municipal de Administração, Ademir Schiavoni, foi breve e taxativo: ''Claro que não vamos dar o reajuste do mínimo, não tem condições. E sempre que nos procuraram, foram bem recebidos isso não procede, nem a informação de que a Saúde está sucateada. Se às vezes falta algo, é porque o processo licitatório demora''.
Sobre a reposição vencida, Schiavoni afirmou que ela ainda não foi paga devido a um ''problema no nosso sistema de informática''. ''Por isso ainda não fechamos o balanço das contas, mas a previsão é que tudo seja resolvido até o final deste mês, ou início de março'', prometeu.

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