A Prefeitura de Maringá não sabe o valor da dívida com o INSS. O procurador jurídico da prefeitura, Alaércio Cardoso, disse à Folha que ainda não tem o valor da dívida, mas que todos os meses é descontada também uma parcela do FPM, em decorrência de negociações para o pagamento do instituto. ‘‘Solicitamos e devemos receber na próxima semana uma posição da dívida, mas já estamos mudando o relacionamento com o INSS para não prejudicar o município’’, explicou.
Ele disse que o primeiro passo foi normalizar o recolhimento da contribuição sobre o salário de secretários municipais e ocupantes de cargos de confiança – o que a última administração não vinha fazendo. ‘‘Será mais um problema para resolvermos’’, lembrou. Cardoso adianta que a dívida ‘‘não é pequena’’, mas evitou arriscar valores. ‘‘Desde o início do ano estamos procurando negociar e resolver as prioridades, que mais prejudicam a administração’’, afirmou.
Além da briga com o Banestado/Itaú, por causa de um débito de antecipação de receita, que gerou uma dívida de R$ 12 milhões negociada na base da pressão, a procuradoria tem outras ‘‘batalhas’’. Uma delas com o próprio governo federal, relacionada a uma dívida de R$ 1,5 milhão com o Pasep. ‘‘Depois das prioridades estamos procurando negociar com o restante dos credores, entre eles o INSS’’, disse Cardoso. No total a Prefeitura de Maringá deve em torno de R$ 220 milhões.

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