Em Maringá, Alckmin promete contratar
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sábado, 14 de outubro de 2006
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Maringá - As críticas aos indicadores econômicos do País e a promessa de incrementar a máquina pública com pessoal, nas áreas ditas essenciais, deram o tom ontem ao comício do candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, na cidade de Maringá (Norte do Estado).
Essa foi a primeira visita do governador licenciado de São Paulo ao Paraná neste segundo turno da campanha - na primeira etapa do pleito, visitara Londrina (como pré-candidato) e, e outras duas oportunidades, Curitiba.
Assim como nos demais estados do Sul, Alckmin venceu o candidato à reeleição
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Paraná.
O tucano discursou no palanque armado ao lado da Catedral Metropolitana, juntamente com caciques do partido e membros da equipe de governo de Osmar Dias (PDT), candidato ao governo do Estado que o apóia na eleição presidencial. Com mais de uma hora de atraso, agradeceu à platéia que o aguardava desde a manhã, sob o forte calor, e elogiou Maringá, terra de Osmar e do irmão, Álvaro (PSDB), reeleito para o Senado.
''É uma cidade broto. Com 60 anos, é um broto''. O ponto alto junto ao eleitorado, que não esqueceu os gritos anti-Lula, se deu quando, repetindo o gesto do debate de duas semanas atrás, prometeu se desfazer do Aerolula caso seja eleito. ''(O avião) É um retrato da falta de prioridade, do desperdício, da falta de compromisso com o povo. Nem em países onde a renda per capita é quatro vezes maior que a nossa há u avião de luxo desses para o governante'', bradou. O apelo popular deu resultado, ante os gritos e aplausos que se seguiram.
Em entrevista, o candidato destacou a parceria que pretende implementar com as Prefeituras e Estados, por meio de ações descentralizadoras, e fez questão de citar, por mais de uma ocasião, o cuidado com as ações voltadas a agricultura. Não por caso, o Paraná - e região de Maringá, em especial - foi um dos mais atingidos na área agrícola com crises como aftosa e perdas de safras em função da seca.
''Se é eficiente, sem corrupção, o País cresce. E é disso que o Brasil precisa: de renda, emprego e trabalho. Quando a agricultura vai bem, a indústria e o comércio produzem mais'', destacou, para completar: ''A crise na agricultura é séria, e o compromisso é investir pesado em infra-estrutura, seguro-safra, redução de imposto e defesa sanitária animal e vegetal''.
A respeito dos cortes de gastos públicos - um dos pontos de discussão mais acirrada entre as duas campanhas -, assegurou: é do dinheiro economizado no combate à corrupção que incrementará áreas que, acredita, precisa de aporte de pessoal. ''O compromisso com o serviço público é ao dar reajustes apenas em ano de eleição, como o Lula tem feito - as coisas não podem ser feitas em função de eleição. Nós vamos contratar mais gente com o dinheiro poupado pela eficiência administrativa e investi-lo em Educação, Saúde e Segurança, que emprega muita gente. É mão-de-obra intensiva, e o Brasil precisa crescer'', disse. Sobre os próximos debates, prometeu apenas que irá ''a todos''. Qual o tom adotado? Apenas falar a verdade'', resumiu.
De Maringá, Alckmin seguiu para comício em Santa Maria, no Rio Grande do Sul (RS), onde se repete a disputa PT versus PSDB para o governo do Estado.


