Em Maringá, ações buscam a devolução de R$ 84 milhões
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domingo, 17 de novembro de 2002
Marta Medeiros<Br>Equipe da Folha 
Maringá - O promotor de Justiça da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, José Aparecido da Cruz, responsável por mais de 50 ações de improbidade administrativa contra diversos representantes públicos, disse que se o projeto de lei 6295/02 já vigorasse em 2000, o esquema de corrupção da Prefeitura de Maringá não teria sido descoberto. ''Ou no mínimo ficaria bastante prejudicado'', afirmou Cruz. As ações por improbidade administrativa contra o ex-prefeito Jairo Gianoto e o ex-secretário de Fazenda, Luiz Antônio Paolicchi, buscam o ressarcimento de mais de R$ 84 milhões desviados do cofre municipal.
Conforme Cruz, o projeto de lei é protecionista e tem como objetivo acabar com a legitimidade das promotorias locais na promoção de investigações e de ações contra gestores infratores da administração pública. A idéia é compartilhada pelo promotor Fuad Faraje que atua na mesma promotoria de Cruz.
Para os dois promotores, o projeto é uma forma legalizada de se evitar a justiça contra as pessoas que agem com falcatruas nos mais diversos órgãos públicos, principalmente nas prefeituras e Câmara de Vereadores.
Cruz lembra que pela lei, o responsável pelas investigações seria o procurador, cuja disposição e dedicação aos procedimentos ficariam prejudicados pela distância e o acúmulo de serviços. ''As provas ficam mais fáceis de serem trazidas aos autos se o promotor investiga no próprio local'', diz.


