Curitiba - Londrina terá redução de imposto no transporte coletivo, mas municípios com menos de 140 mil habitantes ficarão de fora do incentivo fiscal proposto por Beto Richa (PSDB). Após um mês de debate na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, o governador recolheu o projeto que tramitava na AL e encaminhou um novo para os deputados estaduais.
No início, Beto queria isentar de ICMS só o diesel usado em redes integradas de transporte (com tarifa única e linhas intermunicipais). Isso contemplaria Curitiba e sua região metropolitana. Pressionado pelos deputados, o líder do governo na AL, Ademar Traiano (PSDB), incluiu cidades com mais de 150 mil habitantes. Só que essa emenda criava mais despesa para o Estado (prática vedada aos parlamentares), prejudicando legalmente a iniciativa.
A proposição enviada por Beto corrige o erro de Traiano e amplia o benefício para 21 cidades. Além da Grande Curitiba, receberão o benefício Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava e Paranaguá. Para isso, deixam de ser arrecadados R$ 38 milhões por ano.
A ''manobra'' do governo frustra alguns políticos, pois só contempla Alceuzinho Maron (PSDB), que pediu a redução de 150 mil para 140 mil habitantes. Isso inclui Paranaguá na lista, bem na semana em que Maron pode perder o mandato. A Justiça Eleitoral já cassou sua indicação para vaga de suplente do PPS, mas ele recorre da decisão.
Outras quatro emendas ''morreram na praia''. Gilberto Martin (PMDB), que queria incluir Cambé, e Douglas Fabrício (PPS), de Campo Mourão, não poderão apresentar emendas, sob risco de agora serem julgadas improcedentes. A bancada do PT tinha sugerido cidades com mais de 50 mil habitantes e Nelson Luersen (PDT) que todo o diesel usado no transporte coletivo tivesse a isenção, independente do tamanho do município.

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