O projeto 34/2016 da Mesa Executiva da Câmara de Vereadores de Londrina, que fixa os subsídios da próxima legislatura em R$ 12,9 mil, foi aprovado por unanimidade em primeira discussão, nesta semana, e foi aberto o prazo para recebimento de emendas até o dia 23 de junho, antes da segunda votação. No começo da atual legislatura, os vencimentos estavam em R$ 12 mil, mas atualmente o valor supera os R$ 15 mil, devido às reposições que seguiram a inflação.
Ao projeto foi anexado o ofício do Conselho Municipal de Transparência e Controle Social (CMTCS), questionando "de fato, os elementos técnicos que levaram à indicação de tal valor". No documento, os conselheiros perguntam "como mensurar que se trata de um valor compatível – nem mais, nem menos – com as atribuições dos vereadores?".
A proposta dos parlamentares prevê a reposição inflacionária anual, mas para o conselho a medida adequada seria vincular eventuais majorações salariais ao crescimento da arrecadação municipal, geralmente inferior ao índice da inflação. "Que o reajuste inflacionário dos salários ocorra apenas em anos em que houver, de fato, crescimento das receitas municipais", escreve o CMTCS.
No dia da primeira votação na Câmara de Vereadores de Londrina, o presidente Fábio Testa (PPS), o Professor Fabinho, defendeu os cálculos da Mesa para a definição de R$ 12,9 mil. Segundo ele, o valor foi obtido a partir da média da inflação dos últimos anos, "e ainda ficou abaixo disso." "É preciso ter bom senso. Com salários irrisórios, a gente acaba prejudicando a democracia, pois um cidadão que depende daquilo que ganha na sua profissão teria dificuldade para pensar em se candidatar e se dedicar como vereador. Você poderia estar favorecendo a presença apenas daqueles mais abastados ou daqueles aventureiros que não deram certo em outra atividade." (E.F.)

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