O procurador da República, Deltan Dallagnol, defendeu um novo ‘pacote’ contra corrupção em palestra para alunos de direito em Londrina na Unifil na noite dessa terça-feira (19). Em ano eleitoral, o coordenador da força-tarefa da Lava Jato disse acreditar que a solução virá das urnas.

Imagem ilustrativa da imagem Em Londrina, procurador da Lava Jato defende novo pacote anticorrupção
| Foto: Gustavo Carneiro/Grupo Folha


Dallagnol voltou a criticar o Congresso que ‘desconfigurou’ em dezembro de 2016 as 10 medidas anti-corrupção, proposta levada em projeto de lei pelo grupo de procuradores do Ministério Público Federal de Curitiba. O procurador convocou alunos a participarem da nova campanha com três pilares: "Incentivamos os eleitores a votar em candidatos com passado limpo, que apoia a democracia e que apoia esse novo pacote anti-corrupção."

Segundo Dallagnol, o novo pacote contém 70 medidas com 12 eixos. "Todas as medidas foram reconhecidas por diversas entidades, atende os cuidados dos direitos humanos e ampla defesa e com as demais garantias penais."

Condução coercitiva

O procurador criticou ainda decisão recente do STF (Supremo Tribunal Federal) que em votação apertada (6 a 5) proibiu a condução coercitiva, ato no qual o juiz manda a polícia obriga um investigado ou réu para depor num interrogatório. "Elas existem desde 1941 (...) porque justamente agora que a Lava Jato prende pessoas poderosas e este assunto entra em pauta e é derrubado?" questionou Dallagnol afirmando ainda que a o assunto só interessa aos políticos envolvidos nos escândalos de corrupção.. "Não adianta a pessoa dizer que apoia a Lava Jato, mas critica a condução coercitiva, as prisões preventivas feitas com critério. Na verdade tudo isso faz parte de uma reação do sistema que está se protegendo."

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