Em Londrina, novo piso não vai alterar orçamento
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domingo, 30 de dezembro de 2001
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
Confirmando os dados do BNDES, a Prefeitura de Londrina, como a grande maioria das prefeituras do Sul do País, não sofrerá impacto no orçamento com o aumento do salário mínimo dos atuais R$ 180,00 para R$ 200,00. O piso salarial mais baixo da prefeitura é o da Frente de Trabalho, de R$ 270. O reajuste do mínimo, aprovado semana passada no Orçamento Geral da União 2002, passa a vigorar no dia 1º de abril.
''Tem muitas prefeituras que têm contingente enorme de servidores com salário mínimo. Nós não temos ninguém que ganhe o mínimo, nem na Frente de Trabalho. No nosso caso, o mínimo que conheço para servidores da prefeitura é de R$ 480 para o pessoal que faz serviços gerais'', avaliou o secretário de Fazenda, Paulo Bernardo.
Apesar de estar livre do impacto que alguns municípios terão que superar com o aumento do salário mínimo, Paulo Bernardo disse que o administração municipal não pode ''cochilar''.
''A previsão que a gente tem é que, se mantivermos a austeridade, vamos ter de R$ 20 milhões a R$ 25 milhões para investimentos no ano que vem. Mas se o prefeito cochilar, em três dias já se consome esse dinheiro'', contabilizou.
O ''respiro orçamentário'', como se referiu Paulo Bernardo, será destinado a obras previstas no Orçamento Participativo e serviços de manutenção da cidade, como limpeza, sinalização, desentupimento de bueiros e poda de árvores. ''Isso é nossa obrigação. Queremos que em 2002 esses assuntos saiam de pauta'', justificou o secretário.
Paulo Bernardo ainda comemorou a previsão de superávit do município para este ano, de cerca de R$ 10 milhões. ''Há dez anos Londrina não conseguia um superávit assim'', afirmou.


