Imagem ilustrativa da imagem Em Londrina, movimentos sociais e sindicatos protestam contra Previdência
| Foto: Guilherme Marconi - Grupo Folha

O Dia do Trabalhador foi marcado em Londrina por um ato público no Centro Cívico, na manhã desta quarta-feira (1º). Em um caminhão de som os líderes de movimentos sociais, de sindicatos de trabalhadores e de partidos políticos de esquerda engrossaram os discursos com ênfase na oposição à Reforma da Previdência. Aproximadamente 200 pessoas participaram do dia de protesto e ainda acompanharam as apresentações artísticas.

Para o professor Márcio André Ribeiro, presidente da APP Londrina, a reforma da Previdência em trâmite no Congresso precisa ser rejeitada na integralidade. Ele cobrou posicionamento dos trabalhadores contra a PEC que modifica o sistema de previdência social, aumenta a idade mínima e o tempo de contribuição e muda as regras de transição.

"O objetivo principal é tentar conscientizar as pessoas que serão prejudicadas com essa proposta. Vale ressaltar que não é só a questão da aposentadoria. Há direitos fundamentais como em caso de acidentes e auxílio para doenças e maternidade. É isso que eles querem acabar." O líder sindical também exige pressão para cima dos deputados federais para arquivarem a proposta do governo Jair Bolsonaro (PSL).

Padre Dirceu Luiz Fumagalli adotou um discurso mais moderado e propôs a reflexão sobre o tema. "Não é que estamos negando a necessidade de rever e se necessário fazer alguns ajustes. O problema é que a proposta que foi enviada vai sacrificar de fato os idosos e os trabalhadores rurais. O dia 1º de maio é um dia oportuno para abrirmos o diálogo com a sociedade brasileira" disse.

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ), emitiu nota em que reconhece que o sistema previdenciário "precisa ser avaliado e, se necessário, adequado". Mas também sustenta que a proposta do governo sacrifica os mais pobres e outros grupos vulneráveis.

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A manifestação foi organizada pelo Coletivo de Sindicatos, Frente Ampla, Frente Feminista de Londrina, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e Arquidiocese de Londrina. Depois da manifestação no Centro Cívico uma carreata seguiu para o conjunto Flores do Campo (zona norte), onde houve outra manifestação com apelo para questão de moradias populares. As famílias em situação vulnerável receberam alimentos doados pelos movimentos sociais e líderes religiosos fizeram uma oração. (Atualizado às 13h25)

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